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PROJETO
"FORTES" VENTOS Fotos e relatosIdealizando
Após comprar a primeira moto em 2004,
usando o motivo de economizar de combustível (CG 125 ano 1997),
mesmo com
sua baixa cilindrada, ensaiei algumas viagens de em média
300 km em um dia. Um ano depois comprei outra moto e de maior cilindrada(Tornado
250 ano 2002). Com a tornado realizei vários passeios e registrei por meio de
fotos, muitas paisagens e aventuras. A partir dessa época comecei
a vislumbrar viagens maiores, iniciando a busca por
informações, relatos e histórias de motociclistas mais experientes.
Um dos relatos que li e que me chamou muita atenção e me impressionou, até mesmo da forma que foi escrito, foi a do até então desconhecido, mas hoje um grande amigo, Ricardo Rauen, no qual tive a felicidade de alguns anos depois da leitura de seu relato entrar em contato por e-mail e ter a impressionante surpresa de saber que ele estava morando em minha cidade. Rauen prontamente me atendeu e marcamos uma conversa na qual, me ajudou muito no roteiro e informações de minhas futuras viagens. Também à alguns anos comprei pela internet o livro do Chardô de Porto Alegre. O livro também foi muito bem escrito e me motivou a comprar seu segundo livro sobre a viagem ao Ushuaia, só que dessa vez fiz o contato para pegar o livro pessoalmente com o autor. Desde então, tem sido um grande incentivador e me auxiliou também na definição do roteiro e dicas sobre a viagem para a Patagônia. Também comprei os livros do Cícero e do Godoy de Florianópolis, pessoas muito receptivas e com uma vontade imensa de ajudar quem busca embasamentos para a realização de grandes viagens. Nesse período de inspirações, assisti também a um documentário que me deixou muito instigado a buscar meus objetivos. Trata-se de da série "Long Way Round", que em alguns episódios conta a história de uma aventura de moto bem interessante.Outro relato muito legal que encontrei na internet, foi do Português Carlos Azevedo, falando sobre o Projeto: "Até ao fim do mundo - Uma viagem de Pólo à Pólo." Nessas conversas que antecederam a viagem posso destacar a ajuda do experiente motociclista Nery de Criciúma/SC, ao contar suas longas viagens de moto e também ao emprestar alguns mapas. Outros encontros importantes foram os ensaios para uma possível viagem em dupla com o Eduardo também de Criciúma, mas que por detalhes acabou não se concretizando. Mesmo assim foram extremamente positivos nossos encontros, pois me falou de sua história ao realizar as primeiras longas viagens estreando também como motociclista. Através de suas sugestões, acabei incluindo no roteiro a tão desejada e temida Carretera Austral no Chile. Várias conversas me direcionaram a decisão de realizar minha primeira longa viagem de moto. Sei que estou esquecendo de muitas pessoas, mas gostaria de destacar os bate-papos com o Cléber Bonotto(Urussanga) e o Cristiano, na época professor e advogado do Colégio Energia, que sem querer, fazendo um convite pra ir de moto para o Uruguai e Argentina, me fez realmente pensar nessa possibilidade que até então, não passava de um sonho distante. Do sonho para a realidade, a decisão veio depois de algumas conversas com o Dr. Jeverson e a leitura do relato do motociclista Hugo de Florianópolis, que realizou uma viagem incrível para Patagônia com seu o filho na garupa de uma VMAX. Grandes incentivadores
![]() Chiquinho pai, Chiquinho filho e Marisa Neri
Augusto
Fábio Copetti
![]() Tautz Family ![]() Chardô e Cleber Bonotto Godoy e Cláudia Ricardo Rauen Roberto Fleischmann
Divulgando Não
poderia começar esse relato sem destacar o grande apoio que tive
da imprensa de Criciúma, Urussanga/SC e Porto Alegre/RS, pois por meio
das matérias e entrevistas, consegui viabilizar os
patrocínios e também compartilhar toda essa aventura.
![]() Planejando
Um dos momentos mais
intensos de uma grande viagem é o planejamento, principalmente
nos dias que antecedem a saída. Devido aos meus estudos por meio
de leituras e encontros com
motociclistas, tenho hoje a feliz conclusão de
que a minha preparação foi um sucesso, pois foram
raríssimas as situações em que durante a viagem,
senti falta de algo,
ou mesmo tenha percebido que acabei levando algo desnecessário.
Na
seção "Informações e dicas" desse
site, estão os detalhes sobre: mapas, documentação, seguros, manutenção, medicamentos,
distribuição da bagagem e como foi todo o processo de
preparação. Inclusive dei muita sorte na compra do
primeiro mapa, que mesmo sendo uma aquisição logo no
início do projeto e sem maiores pretensões de
ser o principal guia da viagem, acabei adquirindo o melhor dos mapas
que encontrei.
Antes Algumas horas depois Cópia dos mapas na parede do quarto ![]() Os mecânicos No dia 24/12/08, saio de Criciúma em direção à Canoas/RS para passar as festas de final de ano com minha família e sair oficialmente no dia 01/01/09. ![]() Despedida da minha "família adotiva" em Criciúma/SC. ![]() Encolhido no meio de alguns itens extras para presentear a família nas festa de final de ano.
Visita ao Luís (Magrão), meu Mestre na bateria
Na ultima semana
do ano, na qual fiquei em Canoas/RS alguns dias antes da saída
oficial, aconteceu o nascimento do Arthur, filho do meu irmão
Juliano Forte. O Juliano foi minha base de
informações durante a viagem. O
combinado era que eu ligasse sempre que possível para passar minha
posição atual e em qual direção seguiria,
pois optei por não levar telefone, até mesmo por que nos
lugares mais desertos, o celular não pegaria mesmo. Caso
não ligasse no intervalo de três dias, então eles
poderiam
começar a fazer contatos para me encontrar.
![]() Churrasco de final de ano e despedida para a viagem(detalhe para a lua). INÍCIO
DA VIAGEM Iniciei a viagem saindo de
Canoas/RS-Brasil perto das 9hs da manhã. Tive a impressão que iria pegar
chuva no caminho, mas felizmente não choveu, aliás,
durante toda a viagem foram apenas 3 situações com chuva,
pois a Argentina estava num período de seca. No caminho
encontrei um grande grupo de motociclistas pilotando BMW's e KTM's,
indo em direção a Buenos Aires para também assistir a arrancada
do Rally Dakar e um casal
muito simpático com uma VStrom 1000, que além de relatar
um pouco de suas viagens, também mostraram-se muito entusiastas e incentivadores.
A conselho de outros motociclistas em seus relatos, resolvi usar o Passaporte em toda viagem, o que é claro surpreendeu muito o pessoal na fronteira do Uruguai, mas que realmente foi algo que facilitou bastante minhas entradas e saídas nos países que visitei.
Uruguai Devido a atenção redobrada, não deixei de perceber que em outra língua, algumas placas podem ser bem divertidas para serem registradas e lembradas posteriormente. ![]() Tranqueras Curticeirá(curti bem mais essa!)
Li em um relato que seria interessante
não almoçar, evitando o sono durante a viagem de tarde,
procurando deixar para fazer uma refeição mais
reforçada a noite. Durante a viagem percebi que não seria
uma idéia tão boa, pois caso aconteça algum
imprevisto durante o dia, não estaria bem alimentado para
resolver esses problemas ou mesmo ficar sem hospedagem ou
refeição, principalmente em lugares de
poucos recursos.
Mesmo muito cansado, faço algo que se tornaria rotina durante toda a viagem. Começo a me preocupar em estabelecer uma estratégia de registro dos relatos, custos e km rodados durante a viagem. Nesse primeiro dia, essa seria uma atitude que precisaria ser muito bem pensada e tornar-se padrão de registro no decorrer desse projeto.
Nas fotos acima, um belo monumento e uma moto BMW da época da segunda guerra mundial, estacionada na garagem do hotel em Taquarembó - Uruguai. 2º DIA - 02/01/09(sexta-feira)
Começo o dia às 7 horas,
mas só consigo sair da cidade perto das 10 horas devido ao boletim ao
vivo que deveria realizar para a rádio Som maior de Criciúma. Já
na estrada encontro uma das cenas que hoje tenho como um dos mais lindos registros
da viagem. Trata-se de extensas plantações de Girassóis que para minha
felicidade, estão numa época perfeita para encher os olhos de quem
passa por esse trecho do Uruguai.
Ao
chegar à fronteira entre Uruguai e Argentina na cidade de
Paynsandú, encontro um grande grupo
de motociclistas, em sua maioria de Florianópolis/SC e que
também estavam se deslocando para assistir ao Rally Dakar.
Após passar a fronteira recebi o convite para entrar com eles em Buenos Aires e também procurar hotel juntos, já que alguns ainda não haviam reservado hospedagem. Já próximo de Buenos Aires, começamos a perceber a grande aglomeração de pessoas em uma avenida já próxima ao centro da capital e uma multidão empolgada tirando fotos, filmando ou mesmo tentado tocar nos motociclistas que ali passavam. As ruas começam a ficar mais estreitas devido ao assédio dos argentinos que disputam espaço tentando registrar a movimentação relacionada ao Rally Dakar, realizado pela primeira vez aqui na América do Sul. Em uma das sinaleiras dos cruzamentos
da Avenida 9 de julho na capital argentina, ouvimos o apito de um
policial que entra com seu quadricíclo na frente do comboio de motos
brasileiras e com sua sirene abre caminho em meio a uma multidão. Em meio a aplausos, fotos,
filmagens e mãos que tentam um mínimo contato com os motociclistas, uma emoção
nos toma conta diante da magnitude daquele momento. Mesmo conduzindo a
moto, em um ápice de consciência, consigo com uma das mãos puxar a câmera
fotográfica e entre uma sinaleira e outra, registro um pouco desse momento,
foto
Após percorremos o trajeto escoltados como celebridades, paramos em uma rótula onde havia um monumento no qual também se encontravam alguns competidores com suas lindas motos. Estávamos tão extasiados com aquela situação que foi difícil entender o que estava acontecendo e o que deveríamos fazer naquele momento. Ainda consegui reagir e registrar mais um pouco e conversar com os outros companheiros sobre a sensação indescritível que sentimos, porém em alguns instantes o mal-entendido se resolveu e o pessoal da organização se flagrou que não fazíamos parte de nenhuma equipe inscrita. Aí notamos que estávamos no monumento Obelisco, bem no centro das atenções do evento, onde os competidores se preparavam para receber as boas vindas no dia de apresentação da 1ª etapa do Rally Dakar na América do Sul.
Casa Rosada. Foto discreta, mas que deixa a pedida para um novo passeio.
3º DIA - 03/01/09(Sábado)
Ainda sem o dia amanhecer, conforme combinado com os pessoal do hotel o telefone toca às 6 horas da manhã. Como a moto ficou em um estacionamento a parte do hotel, tenho que transportar boa parte das bagagens, pois tratava-se de um lugar desconhecido e optei por não arriscar em deixar a moto carregada. Na seção "Informações e dicas", colocarei mais detalhes sobre esse procedimento de escolha e divisão das bagagens, algo que descobri ser de extrema importância durante a viagem. Sigo em qualquer direção procurando um posto para abastecer e no primeiro posto que encontro, vejo 3 motos equipadas com muita bagagem. Ao olhar com mais detalhes tenho a feliz surpresa de perceber que as placas eram de São Paulo - Brasil. Entusiasmado não perdi tempo e parti para o primeiro contato, sendo muito bem recepcionado. Depois de uma breve conversa chegamos a conclusão que estávamos com os mesmos objetivos naquele dia. Após confirmarem algumas informações sobre a rota que procuravam, sigo atrás dos motociclistas que naquele momento seriam os meus guias na viagem.
Após alguns km, entramos em uma grande autopista e como um
visão que só de lembra ainda sinto a mesma
emoção, começam a aparecer o comboio de
incontáveis motos de competição seguindo no deslocamento para a primeira
etapa do Rally Dakar. Naquele momento não conseguia acreditar
que depois de tanta ansiedade eu estaria quase que por
acaso no meio de todas aquelas belas e coloridas motos, que se
misturavam no trânsito da grande Buenos Aires à caminho do
primeiro momento oficial do Rally Dakar na América do Sul. Confesso que
em muitos momentos me emocionei, tamanha a perplexidade com toda a
grandeza daquele momento único e indescritível. Ou seja, mais uma
uma vez eu estava na hora certa e no lugar certo durante essa viagem.
Uma verdadeira miragem naquele momento
Amigo paulista que me colocou na rota do Dakar com sua KTM 900 Adventure
A cada aproximação de uma nova cidade nesse trajeto de aproximadamente 80 km de deslocamento em asfalto, grandes aglomerações de pessoas nos canteiros e rótulas, fazem uma festa batendo palmas continuamente e vibrando a cada piloto que por ali passava. Dessa forma, como eram os primeiros momentos do Rally por essa região, tudo também era novidade para a população e nós motociclistas que estávamos carregados com grandes volumes de bagagens, muitas vezes até chamávamos mais atenção que os próprios competidores. Estar ali presenciando aquele momento único, sem dúvida era algo muito especial.
Tumulto nos locais de reabastecimento Derrepente os helicópteros que fazem a cobertura e monitoramento do Rally começaram a nos sobrevoar, fiquei ainda mais impressionado e mais uma vez tive mais um ápice de criatividade, resolvendo pegar a câmera e tentar realizar alguns registros.
Helicóptero da equipe organizadora do Dakar No vídeo
abaixo, consegui fazer um breve registro enquanto eu acompanhava a equipe da KTM durante o
deslocamento. Fica bem visível nas imagens a
aproximação da população prestigiando a
passagem dos veículos.
Volto a fazer contato com os motociclistas brasileiros que estão
na tentativa de descobrir como entrar para assistir uma das etapas da
competição, Nesse momento percebo a grande
movimentação, tanto deles quanto de outros que
freneticamente estão em uma busca por
informações e tentativas de entradas por diversas trilhas
que perecem estar proibidas e muito bem fiscalizadas pela
organização do evento. Sigo viagem por mais alguns km e resolvo entrar na
cidade chamada San Carlos de
Bolivar, com o intuito de abastecer e almoçar.
No posto de combustível volto a encontrar os paulistas e resolvemos almoçar juntos. Após o almoço seguimos viagem e ao chegarmos a mais uma rótula que daria acesso a competição, o guarda não nos permitiu a entrada. Uma pessoa que estava por ali dá a dica para entrarmos mais a frente e fazermos um caminho alternativo que nos levaria naquela mesma rodovia. Os amigos resolvem seguir e sozinho começo o trajeto em meio a algumas plantações e casas. No caminho me deparo com uma imagem inusitada. Trata-se de um vagão de trem dentro de um um terreno onde encontrava-se também uma moradia.
Realmente a indicação estava correta e logo em seguida entro no asfalto. Depois de alguns km e sentido fortee calor que fazia naquela tarde, vejo uma estrada com uma grande nuvem de poeira ao longe. Desconfio que poderia estar perto da trilha e resolvo arriscar entrando naquele caminho.
Com grande ansiedade chego a barreira militar responsável por
aquele ponto de observação do Rally e já
começo a ouvir o som da competição, que agora
são das caminhonetes. Dessa forma não há mais o que fazer a não ser
assistir a tão esperada passagem dos competidores. Pego a câmera e começo registrar mais um dos
momentos mágicos desse dia tão intenso e que pode ser
comprovado no vídeo abaixo onde as imagens dispensam as
palavras.
Embora não tenha visto as motos na trilha da competição, já me sinto de alma lavada e resolvo sair daquele ponto de observação e enfrentar o calor intenso, agora em direção a cidade de Santa Rosa na Argentina, onde naquela noite seria a sede das equipes no Rally. Voltando ao asfalto encontro uma barreira policial impedindo a passagem, pois naquele ponto também haveria travessia dos competidores. Comecei a conversar com um policial que ficou muito empolgado em poder ajudar. Durante a conversa me surgiu a feliz idéia de não ir a Santa Rosa e dessa forma, mudar o roteiro da viagem indo um pouco mais ao sul ao invés de seguir a oeste do mapa. Sobre a feliz idéia, ela será comentada nos relatos dos próximos dias quando volto a encontrar os motociclistas paulistas que resolveram ir para Santa Rosa naquele dia. mesmo sem hospedagem garantida.
Precisava ver a satisfação e a pose do policial argentino preparando-se para a foto. Retorno alguns km e volto a mesma cidade que almocei e abasteci para confirmar as informações e me preparar para seguir em direção a Guamini. No posto encontro um grupo de motociclistas também brasileiros que estavam meio atrapalhados em função de perder o contato com outros companheiros. Nestes vários momentos em que presenciei grupos de muitos motociclistas realizando a mesma grande viagem, é que reforçava as minhas conclusões sobre a prazerosa vantagem de viajar solo. O grupo praticamente não interagira com as pessoas do local (me incluo nesse meio) e isso demonstrou que muitas vezes acabamos ficando fechados em nosso grupo de amigos, o que não costuma acontecer quando se esta sozinho e as decisões tem que ser tomadas na maioria das vezes a partir das interações com as pessoas que encontramos e que as vezes num simples aperto de mão, surgem as diferenças entre andar 100 km à mais para ver nada atrativo ou entrar numa estrada não inserida no planejamento, mas que te leva a lugares que nunca mais sairão de sua mente, como poderão visualizar nas fotos do final do relato desse dia na cidade de Guamini na Argentina. ![]() Mais um viajante, muito bem equipado por sinal Chegando a
Guamini, me sugerem um camping no Balneário de Cochico, onde falou que havia
mais de 2.000 pessoas e muita música à noite. Nesse
local teria uma pousada ou a opção de acampamento.
Já no Balneário Cochico, não me agrado com a pousada, mas resolvo ficar mais um pouco e fazer um lanche. Neste momento começo a perceber a formação de um dos cenários mais belos dessa viagem. Numa espécie de paralisia, não consegui e nem tinha motivos para sair daquela deslumbrante imagem no final da tarde. A decisão não poderia ser outra e em gratidão a esse dia maravilhoso que vivi: Vou aprender a montar o acampamento! ![]() Resolvi de certa forma atrapalhar a paisagem me incluindo em um dos registros. Foi uma maneira de provar que a foto da esquerda não é um cartão postal, como muitos já me comentaram em tom de brincadeira.
Ao começar a tentativa de montar e estrear a barraca , não levou
muitos minutos para que um casal que estava instalado bem
próximo observasse minhas atrapalhadas e se candidatasse a ajudar ou por que não dizer, montar praticamente
todo meu acampamento.
É lamentável perdermos o contato com essas pessoas que fazem a diferença numa longa viagem, pois elas nos marcam e trazem sempre pensamentos muito bons sobre os seres humanos.
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